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O que você precisa saber antes de criar um e-commerce?

Primeiro, e mais importante de tudo: O e-commerce é um ambiente para negócios em constante ascensão. Não dá para ignorá-lo. Junto com diversas outras estratégias digitais, ele compõe uma estrutura agressiva e eficiente de divulgação e vendas.

Antes de iniciá-lo, porém, você precisa se preparar para este novo sistema empresarial: o Digital! Ele requer a observação de leis, regras, práticas e critérios, cuidadosamente, para que não se torne uma ferramenta contrária a todo o objetivo planejado.

Em termos de práticas, é fundamental a gestão eficiente do estoque. A regra mais importante do e-commerce é: “Vendeu, tem que entregar.”

Se não entregar, você vai perder o cliente para sempre. Uma das maiores satisfações provocadas pela compra virtual, é a felicidade em adquirir o produto, e a ansiedade prazerosa pela sua chegada. Se após o pagamento você entrar em contato com ele informando que não tem o produto em estoque, você irá causar dois sentimentos péssimos, comercialmente falando:

1) Sua empresa é ineficiente na gestão do estoque

2) Frustração, porque seu cliente já considerava como certo o recebimento do produto.

Por isto, é indicado que o produto colocado a venda no e-commerce, seja separado e reservado para  vendas online apenas.

Outro ponto que precisa ser cuidadosamente tratado, é a entrega. Você precisa administrar o seu e-commerce diariamente, observando a entrada de pedidos, e encaminhando o envio para o cliente. Cumpra os prazos de entrega, para ser bem avaliado, e conquistar a fidelidade do cliente. Cliente satisfeito, sempre volta.

Com relação a legislação, não se esqueça de conhecer o decreto 7.962/2013. Ele regulamenta a contratação eletrônica. O texto está copiado logo abaixo, para consulta.

Então, quando for contratar um serviço de desenvolvimento de e-commerce, primeiramente, discuta com a empresa contratada todos os aspectos que precisam ser atendidos, e todas as soluções para cada um deles. Após isto, basta decidir quais ferramentas o site terá, o melhor design para seu negócio e quais integrações serão realizadas. Analise, também, a plataforma de desenvolvimento. Algumas empresas podem escolher plataformas mais complicadas para administrar e dar manutenção, o que pode se tornar um problema com o passar do tempo. Então, discuta diversas opções com a empresa contratada, e avalie os prós e contras de cada uma delas, para tomar a melhor decisão.

Desta forma, você estará garantindo que, antes de tudo, você e seu site estarão preparados para atuar digitalmente com mais eficiência.

Texto do Decreto 7.962/2013:

Art. 1º Este Decreto regulamenta a Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, para dispor sobre a contratação no comércio eletrônico, abrangendo os seguintes aspectos:

I – informações claras a respeito do produto, serviço e do fornecedor;

II – atendimento facilitado ao consumidor; e

III – respeito ao direito de arrependimento.

Art. 2º Os sítios eletrônicos ou demais meios eletrônicos utilizados para oferta ou conclusão de contrato de consumo devem disponibilizar, em local de destaque e de fácil visualização, as seguintes informações:

I – nome empresarial e número de inscrição do fornecedor, quando houver, no Cadastro Nacional de Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas do Ministério da Fazenda;

II – endereço físico e eletrônico, e demais informações necessárias para sua localização e contato;

III – características essenciais do produto ou do serviço, incluídos os riscos à saúde e à segurança dos consumidores;

IV – discriminação, no preço, de quaisquer despesas adicionais ou acessórias, tais como as de entrega ou seguros;

V – condições integrais da oferta, incluídas modalidades de pagamento, disponibilidade, forma e prazo da execução do serviço ou da entrega ou disponibilização do produto; e

VI – informações claras e ostensivas a respeito de quaisquer restrições à fruição da oferta.

Art. 3º Os sítios eletrônicos ou demais meios eletrônicos utilizados para ofertas de compras coletivas ou modalidades análogas de contratação deverão conter, além das informações previstas no art. 2º , as seguintes:

I – quantidade mínima de consumidores para a efetivação do contrato;

II – prazo para utilização da oferta pelo consumidor; e

III – identificação do fornecedor responsável pelo sítio eletrônico e do fornecedor do produto ou serviço ofertado, nos termos dos incisos I e II do art. 2º .

Art. 4º Para garantir o atendimento facilitado ao consumidor no comércio eletrônico, o fornecedor deverá:

I – apresentar sumário do contrato antes da contratação, com as informações necessárias ao pleno exercício do direito de escolha do consumidor, enfatizadas as cláusulas que limitem direitos;

I I – fornecer ferramentas eficazes ao consumidor para identificação e correção imediata de erros ocorridos nas etapas ante riores à finalização da contratação ;

III – confirmar imediatamente o recebimento da aceitação da oferta;

IV – disponibilizar o contrato ao consumidor em meio que permita sua conservação e reprodução, imediatamente após a contratação;

V – manter serviço adequado e eficaz de atendimento em meio eletrônico, que possibilite ao consumidor a resolução de demandas referentes a informação, dúvida, reclamação, suspensão ou cancelamento do contrato;

VI – confirmar imediatamente o recebimento d as demandas do consumidor referidas no inciso , pelo mesmo meio empregado pelo consumidor ; e

VII – utilizar mecanismos de segurança eficazes para pagamento e para tratamento de dados do consumidor.

Parágrafo único. A manifestação do fornecedor às demandas previstas no inciso V do caput será encaminhada em até cinco dias ao consumidor.

Art. 5º O fornecedor deve informar, de forma clara e ostensiva, os meios adequados e eficazes para o exercício do direito de arrependimento pelo consumidor.

§ 1º O consumidor poderá exercer seu direito de arrependimento pela mesma ferramenta utilizada para a contratação, sem prejuízo de outros meios disponibilizados.

§ 2º O exercício do direito de arrependimento implica a rescisão dos contratos acessórios, sem qualquer ônus para o consumidor.

§ 3º O exercício do direito de arrependimento será comunicado imediatamente pelo fornecedor à instituição financeira ou à administradora do cartão de crédito ou similar, para que:

I – a transação não seja lançada na fatura do consumidor; ou

II – seja efetivado o estorno do valor, caso o lançamento na fatura já tenha sido realizado.

§ 4º O fornecedor deve enviar ao consumidor confirmação imediata do recebimento da manifestação de arrependimento.

Art. 6º As contratações no comércio eletrônico deverão observar o cumprimento das condições da oferta, com a entrega dos produtos e serviços contratados, observados prazos, quantidade, qualidade e adequação.

Art. 7º A inobservância das condutas descritas neste Decreto ensejará aplicação das sanções previstas no art. 56 da Lei nº 8.078, de 1990.

Link original para consulta:  http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Decreto/D7962.htm